Faleceu o avo paterno dos meus filhos.
Por enquanto, não quero falar muito.
Mas custa muito ver o pai da casa, confrontado a uma perca destas. Vê-lo chorar, vê-lo ser forte quando pensamos que vai cair, vê-lo sem palàvras, vê-lo ajudar os outros sem pensar na dor dele. Vê-lo executar coisas como um robot, que a mim punham de rastos.
Sei que a mim me custa muito ver o desespero dos outros e sentir-me tão insignificante e minuscula perante a morte. Que ao vê-los assim, uma pessoa esquece episodios infelizes. E sei que ainda vêm ai muitas perguntas da gaijita. Jà lhe dissemos a verdade, não deixamos ver nada claro. Explicamos que o coração jà não batia tão depressa e que o avo era velhinho e que foi para o céu. Serà a "boa maneira" de explicar as coisas?
Não sei, é a maneira que "soube" fazer e que não esperava tão cedo ter que fazer. Tenho pena que o Raphaël não và ter recordações dele, muita pena mesmo.
Que ele descanse agora em paz.











